quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Conhecendo Juno

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Construiu  uma catedral de sonhos que atravessa os céus, com sua personalidade uma catedral de sonhos era a coisa mais fácil que ela poderia construir. Escrevia histórias, estórias, poemas, eternizava se neles. Visitava sempre que podia sua catedral, escalava o topo e avistava as nuvens, deixava que os raios de sol queimassem um pouco sua pele, se sentia estranhamente viva assim. Depois descia voando com asas de borboletas, mas certas vezes de anjo. Não era por ser sonhadora que era dotada de uma alegria constante, pelo contrário, por muitas vezes estava triste e se perdia em meio a tantos sonhos e histórias, não sabia se deveria acreditar em tudo, mas depois acreditava. Ela sem duvidas era a ambiguidade em pessoa, chorava e depois já estava rindo de si mesma por ter chorado. Achava a beleza suprema em coisas extremamente simples...como o céu, sempre descreveu a criação dos céus dessa forma : '' pintaram uma imensidão acima de nós de azul, ao dia, colocam uma bola de fogo lá em cima e alguns borrões brancos parecidos com algodão doce, a noite a imensidão esta pintada de azul marinho, com muitos pontinhos brilhantes espalhados por toda ela, colocam também um queijo enorme que certas vezes aparece inteiro, certas vezes pela metade''. Possuía uma pureza inconfundível e uma imaginação incrível. Saía pelas ruas escrevendo seus poemas nos muros, assinando como 'sonhadora', fazia loucuras, loucuras que gente como ela só faz em papel, mas ela decidiu ser todas as personagens de suas histórias, salvava o mundo com suas doces palavras rabiscadas com letra tremida. Deixava também seus poemas em metros, ônibus, no meio dos livros que pegava na biblioteca pública da cidade e da escola. A inspiração vinha da catedral de sonhos, e a catedral de sonhos...das histórias. Quanto mais mundo a garota absorvia, maior a catedral ficava. Ela corria com sua bicicleta, sempre imaginava ela como uma vassoura voadora. A garota mais sonhadora que o mundo já teve, suas palavras chegavam a ser mágicas de tanto que sonhava. Percebeu com certa tristeza que ao contrário dela, existiam pessoas que não podiam sonhar, então abriu as portas de sua catedral para o mundo da melhor forma que conhecia, oras... através das palavras ! Observava de longe a magia de seus poemas, e abria um lindo sorriso de meia lua... meio queijo.